28 de mai de 2016

Resenha: Que ninguém nos ouça

que ninguem nos ouça


Título : Que ninguém nos ouça 
Autor: Leila Ferreira e Cris Gerra 
Editora: Planeta  
Gênero: Crônicas e cartas
Páginas: 240
Compre: Aqui


Autoras


 Leila Ferreira: Na foto de blusa listrada é  formada em Letras e Jornalismo, com mestrado em Comunicação pela Universidade de Londres. Foi repórter da Rede Globo Minas e durante dez anos apresentou o programa Leila Entrevista, na Rede Minas e TV Alterosa, por onde passaram 1,6 mil entrevistados. É autora best-seller dos livros Viver não dói, A arte de ser leve  e Mulheres: por que será que elas...?, publicados pelo selo Principium da editora Globo Livros.

Cris Guerra: Na foto de blusa preta é  publicitária e escritora. Começou sua trajetória na internet em 2007, escrevendo o blog Para Francisco (que virou livro em 2008 e está sendo adaptado para o cinema). Pouco depois, criou o primeiro blog de looks diários do Brasil, o Hoje Vou Assim. Foi cronista da revista Veja BH nos três anos em que a revista impressa circulou na cidade e atualmente escreve nas revistas Pais&Filhos e Canguru. Seu livro “Moda Intuitiva” figurou na lista dos mais vendidos da revista Veja e acaba de ganhar uma versão revista e ampliada. Seus mais recentes lançamentos são o livro “Que ninguém nos ouça“, escrito a quatro mãos com a jornalista e escritora Leila Ferreira, e “Mãe”, ilustrado por Anna Cunha. Tem um canal no Youtube, assina colunas em várias rádios do Brasil e roda o país proferindo palestras com foco em moda, autoestima e maternidade.


Sinopse 



“Doçura, inteligência, graça, suavidade – lembra? Também imaginei que estivessem em extinção, mas descobri que seguem vivas nas páginas de Que ninguém nos ouça. Não que seja uma literatura para mocinhas inocentes: o assunto muitas vezes é barra. Nem Leila, nem Cris saltaram de um conto de fadas. Porém, mesmo quando confidenciam a parte trash de suas trajetórias, a delicadeza continua mantendo o tom. Amargas? Nem que quisessem. Nem que tentassem. É o único talento que elas não têm.

Duas mulheres incomuns e com experiências singulares: só pelo voyeurismo consentido, já valeria dar uma espiada nessa troca de e-mails entre as duas. Porém, basta abrir a primeira página para perdermos a ilusão de que teremos algum controle sobre a leitura. É a Leila e a Cris que seguram o leitor nas mãos: fisgado e rendido, ele ficará preso até a última linha, quando então retornará à vida acreditando novamente na espécie humana.” MARTHA MEDEIROS

que ninguem nos ouça



Resenha 

Recebi  "Que ninguém nos ouça" em parceria com a Editora Planeta, a intenção inicial era de que o recebimento acontecesse bem antes do lançamento assim como a resenha, mas infelizmente a entrega atrasou, mas acredito que ainda é muito válido o que tenho para dizer sobre esse livro. 

Antes de mais nada quero dizer que a minha resenha será uma avalanche de elogios e que sinceramente esse é o livro que a leitura mais me agradou desde o início do ano, não que os outros não tenham me agradado, pelo contrário, mas é que esse está em um patamar diferente e eu não tenho receio nenhum de admitir.  Primeiro que vamos começar a sinopse desse livro é escrita por ninguém mais ninguém menos do que a minha escritora brasileira favorita, que eu deixo bem claro que admiro além do normal, Martha Medeiros, eu poderia só na sinopse escrever tudo que sinto a cada texto escrito por essa mulher, mas vamos com calma porque pelo menos dessa vez a resenha não é dela, mas diga-se de passagem, a participação de Martha nesse livro já me convenceu completamente da qualidade de leitura se quer eu ter lido uma palavra. 

"Que ninguém nos ouça" nada mais é do que um livro com as cópias de mais de 63 e-mails entre Leila e Cris, porém mais do que simples conversas avulsas sobre assuntos banais, estes que costumamos trocar com o amigos online, mas esse livro é mais do que isso, é a conversa de duas mulheres sinceras, desnudas de qualquer julgamento, ou receio do mesmo, a cada página que se passa vemos mais e mais os corações abertos, por vezes felizes e por vezes feridos, acho que em tanto tempo de leitora assídua eu nunca vi tanta sinceridade, tato, delicadeza em um livro só.  Como Martha disse, "Perdemos a ilusão de que teremos controle sobre a leitura" , porque a cada e-mail você se sente mais preso à essas duas, mais ligado espiritualmente, sentimentalmente ou seja lá o que pode se chamar isso.


" ...Se eu pudesse fazer uma oração bonita como a sua, agora, Cris, acho que seria por ela, a mulher de unhas vermelhas. Não consigo pensar em ninguém mais frágil, mais merecedora de um olhar divino do que essa mulher - que, ao mesmo tempo, é mais forte do que todas nós, porque tinha tudo para desistir da esperança e da beleza e não desistiu... E naquela antevéspera de Natal ela acordou como quem nasceu. Em meio a miséria mais sórdida, avistou a possibilidade de estreia..." pag 120




Já teve a sensação de ler algo que te apaga a sua vida da mente? Como se a cada palavra naquele texto fosse dita por você mesmo? A cada descrição de local, sentimento te deixasse tão inerte que você seria capaz de se imaginar sentindo aquelas coisas, aqueles sabores e cheiros ? Antes desse livro só a Martha conseguia esse efeito em mim, agora descobri novos amores e descobri também o quanto a sinceridade de duas mulheres é linda, sem aquelas estampas finas que vemos em encontros sociais, sem aquela maquiagem toda, creme e roupa de marca, sem a intenção de parecer melhor, de ser interessante, "Que ninguém nos ouça" me provou que interessante mesmo é o que escondemos  a sete chaves e só conversamos vez ou outra com poucos amigos, ou quem sabe com nenhum, mas com nós mesmas, em frente ao espelho ou debaixo do chuveiro onde estamos "nua" e de alma lavada. 


"... Depois dessa sua última carta tive de tomar um café com biscoito e respirar fundo. Parece que remexeram todas as dores que estavam há anos acomodadas aqui dentro.  Agora tem dor empurrando a outra e de vez enquanto ouço " Um passinho à frente por favor". Um verdadeiro alvoroço interno..." pag 202



Afinidade, sentimento profundo de conhecer a alma de outra pessoa, algumas paradas para respirar no meio do caminho, porque de vez enquanto eu me descontrolava e danava a chorar desesperadamente na condução a caminho do trabalho, ou outras vezes que danava a sorrir enquanto elas conversavam sobre amor, rugas, viagens e mágoas e eu aqui "ouvindo" cada palavra e concordando com tudo. já posso parar e dar um abraço nessas duas? Estou precisando. 



" ... Pensando bem, Leila, o que s amantes de uma vida inteira podem se tornar ao longo dos anos? Grandes e melhores amigos. O tempo leva gradativamente a vitalidade, o apetite sexual, a agilidade de movimentos, a força... A velhice não leva a capacidade de se dar as mãos, e ser amigo é ter a mão do outro como extensão da nossa..." pag 233 




E para finalizar, obrigada Editora Planeta por esse presente, pela oportunidade de ler tantas coisas maravilhosa,  Leila e Cris, mesmo sabendo que não vão ler essa resenha, obrigada, por cada palavra, pela coragem de publicar esse livro sem medo dos julgamentos, por dividir cada pensamento, aflição, alegria com nós leitores que estamos cada vez mais sedentos de livros assim, que emocionam. Por último deixo minha avaliação que não poderia ser diferente, cinco estrelas, pelo conteúdo, pela impressão, pela escrita, pelo lançamento, por tudo de bom que tem nesse livro. 





Avaliação:      

Meu aniversário de 24 anos



Vinte e dois de maio chegou mais uma vez, e dessa vez não foi muito diferente dos meus últimos aniversários, ele veio cheio de surpresas, cheio de novidades e vida nova. Acho que já é bem clichê dizer isso e talvez eu já tenha escrito a mesma coisa em algum desses posts de aniversários perdidos aqui no blog, mas olha, em um ano pode acontecer muitas coisas nas nossas vidas, um ano, 12 meses tem a capacidade de te transformar, por fora, mas também por dentro. Esse ano me sinto mais madura, talvez esse seja um sentimento proveniente da minha primeira ruguinha que apareceu na testa, ou pode ser o tempo mesmo me mostrando que ele é o melhor remédio para tudo, inclusive para imaturidade. 

Resumo de agora? Me sinto melhor, cada vez melhor, mais inteligente, bonita (não que eu não fosse, mas agora aprendi a me aceitar e entender que sou bonita sim), mais realista porém sonhadora, porque se um dia eu parar por instante de sonhar, eu não serei mais eu. Estou também pela primeira vez com o sentimento de que descobri de verdade o que quero fazer da vida, qual profissão seguir e com esse objetivo super bem traçado, com metas estipuladas, porque sem metas e valorização de cada degrau nós nunca chegamos lá, seja lá onde for. 

Mais uma vez não listarei desejos, mais uma vez deixarei com que a vida me surpreenda, mas ao invés de desejar eu vou metrificar, acho assim uma maneira mais fácil e garantida de sucesso pra tirar os sonhos do papel, afinal "Realizar sonhos é fazer planejamentos" assim me disse uma gestora.  Será esse mais um vestígio de maturidade? 



27 de mai de 2016

EBSA 6º edição - Prêmio blog literário

Sábado dia 21 de maio foi realizado a 6º edição do EBSA, um evento super bombado de blogueiras e empresas no Rio de Janeiro organizado pela maravilhosa "mãe das blogueiras" Simone Aline do Blogueiras SA. Foi um dia muito especial, onde conheci muitas pessoas que também vivem esse mundo de blogs, que vai por mim é mágico, além de várias empresas e produtos maravilhosos.  





As meninas maravilhosas e divas  que passaram o dia comigo, feliz de mais por conhecer cada uma de vocês, Ravynne Barbosa;  Euzinha divando, Patricia Gallo , Andressa SoutoSamara Abrahão e na foto de baixo uma leitora bem antiga aqui do blog e que sempre comenta, Gessica Alvim, foi um prazer enorme conhecer e passar o dia com vocês. Já estou com saudades desse dia e quero saber como voltar, por favor . 




Momentos diva da EBSA, eu e minhas milhares de fotos do evento.  Fotos por Andressa Souto.




E claro, não poderia deixar de contar sobre o momento maravilhoso desse dia, estava concorrendo como finalista do prêmio EBSA Awards na categoria blog literário e adivinhem só , eu ganhei, claro depois de muito nervosismo, boca seca, escândalo ansiosa pelo resultado. Quero agradecer muito a todos vocês leitores aqui do blog, não teria esse resultado se não fosse com a ajuda na votação de vocês. Esse reconhecimento todo, esse presentão de aniversário de 6 anos do blog e também de 24 anos de minha vida (sim no dia seguinte era meu niver, conto mais depois em outro post)  não poderia ser melhor.  

O resultado disso tudo é uma blogueira aqui atras da telinha super animada e com vontade de participar de todos os eventos para blogs, com muita vontade de postar muito, além de voltar com meu canal no youtube completamente reestruturado. Quem aí vota sim?

 



Para finalizar esse post, uma foto bagunçadinha mas que dá pra ter bastante a noção de quanta coisa eu ganhei lá no evento, dá pra ter uma noção também de quanta resenha e quanto conteúdo bacana vem por aí. Acho que definitivamente esse blog vai deixar de ser unicamente e exclusivamente literário heim !  


BEIJOOOSSSSSSSS







26 de mai de 2016

Resenha: Roda-gigante



Título : Roda-gigante 
Autor: Nina Spim 
Editora: Ebook Amazon 
Gênero: Contos
Páginas: 73


Autor


Escritora sonhadora dotada de blue feelings. Acredita no amor, em sorrisos e olhares sinceros, na gentileza e em tudo aquilo que é sutil. Sempre a mascote da turma, amante de bibliotecas, livrarias, cinema, música e livros. Filha da melancolia, do acaso e da solidão. Irmã do inconstante, da incerteza e da incompreensão. Mas, acima de tudo, dona de muitos livros inacabados, histórias incompletas e tramas ainda não escritas, mas que rondam sua cabeça. Ameliada demais e Nina para sempre. blog: www.ninaeuma.blogspot.com.br







Sinopse 


Roda-gigante foi um dos contos selecionados para integrar a terceira edição da revista digital Fluxo, do mês de Setembro, cuja temática é LGBT.  Quando algo termina, a gente sabe como é. Com começos é diferente: não há um exato ponto de partida (...) Todo começo é uma perda de controle. Um emaranhado de coisas simples e complexas que nunca, nunca mesmo, você será capaz de entender sozinha. Só vai entender se partilhá-las com outra pessoa.  Vivi e Mel descobrem que o amor até pode ser um código, mas, se lido nas entrelinhas, sempre funciona. 


Resenha 

Parece incrível, saber que nosso amor é correspondido, por mais improvável que ele seja, as vezes pensamos tanto que algo não é possível, colocamos obstáculos e criamos diversas desculpas para não ter a atitude necessária para se realizar e acho que foi essa sensação de amor recíproco que eu senti enquanto lia o conto da Nina Spin dentro do ônibus a caminho do trabalho, confesso que perdi completamente a noção de local em que estava e por várias vezes me senti dentro do parque, a caminho da roda gigante e depois na roda gigante junto com Vivi e Mel. Na verdade da narração é tão próxima do leitor que as vezes eu me senti sendo a personagem, cada angústia, cada palavra que vinha na ponta da língua e que voltava por falta de coragem de falar.

"Andamos pelo gramado por um tempo, antes de decidirmos qual é a nossa próxima parada. Rendo-me a um algodão-doce e, dez minutos depois, tenho uma ideia. Quer dizer, é como se eu não pudesse controlar essa ideia. É como uma enorme onda de inspiração, não dá para ignorar. Então, eu puxo Mel. "

Um conto leve, doce e que me fez voltar aos tempos de escola e de fato perceber que se eu fosse menos "medrosa" algo do tipo poderia ter acontecido e poderia ter tornado minhas lembranças desse tempo mais agradáveis . Como Leila Ferreira disse em um de seus livros , "saudade mesmo é o que sentimos do que nunca chegamos a fazer ".
Mas o mundo está aí , cheio de novas oportunidades e quem sabe da próxima vez eu seja corajosa como neste conto.
Um conto bem estruturado, claro, linear de fácil leitura, obrigada Nina, por me permitir ler mais um trabalho seu, estou virando fã já. Já temos outro livro com participação dela aqui no blog o Ridículas cartas de amor, vale a pena ver a resenha.

Avaliação:      


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